11ª edição - Setembro / 2015

Geopark Araripe será sede

da exposição"A graça da Garça"

A exposição "A graça da Garça" do fotógrafo, pesquisador e professor Cristovão Teixeira, integrante dos Coletivos Camaradas e Foto Crato, que integram a Rede Coletivos acontecerá no período de 24 de setembro até 23 de outubro de 2015, na Sede Administrativa do Geopark Araripe, no município do Crato/CE.

 

Esse evento conta com o acervo de 30 fotos, a partir do registro fotográfico do ninhal de garças que está localizado entre o Rio Salgadinho e a Avenida Padre Cícero, ao lado do Centro dos Romeiros, em Juazeiro do Norte/CE. As fotos têm como objetivo trazer a discussão da problemática do meio ambiente e a questão da urbanização, de como o homem vem se comportando com meio ambiente e interferindo no habitat dos animais. As garças vêm se adaptando em meio ao lixão. Fotógrafo registrou essa beleza escondida em meio à sujeira, com o objetivo de provocar a reflexão e questionamentos sobre o que das pessoas através das fotos com a "Graça da Garça".

Geopark Araripe se torna membro da Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro

Na última Assembleia Geral dos membros da Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro (AGEOBRH), ocorrida no dia 10 de setembro, em Lençóis/BA, o Geopark Araripe foi convidado a participar da Associação, como membro efetivo do Conselho Fiscal.

 

A AGeoBRh é uma associação criada por e para interessados nos temas da Geodiversidade, Geoconservação, Geoturismo e Patrimônio Geológico e Mineiro. Seu objetivo é reunir aqueles preocupados com a perda de memória do país e de seus melhores instrumentos para formação de jovens pesquisadores, cientistas e profissionais nas áreas das Ciências da Terra e a ela afeitas, com o fim de desenvolver estes temas no Brasil e promover a proteção dos afloramentos e exposições relevantes, em especial àquelas que têm ligação com a identidade ou apoiam a sobrevivência e geração de renda das comunidades no seu entorno.

A AGeoBRh, foi discutida em diversos Simpósios Temáticos dos Congressos Brasileiros de Geologia desde 2006, em eventos de Geoparques da América Latina, e nos Simpósios Brasileiros de Patrimônio Geológico. No segundo deles, em Ouro Preto - MG, em 2013, ocorreu a assembleia de fundação da entidade, e a indicação de uma diretoria provisória para organização da proposta inicial de regimentos e legalização, até o próximo evento em 2015. 

Este ano, durante o III Simpósio de Patrimônio Geológico ou III GeoBRheritage, iniciou-se a consolidação da entidade com seu processo de filiação. Todos os que assinaram a Ata de Fundação são os sócios fundadores. Agora, estes passam a contribuir para resolução dos entraves burocráticos com a eleição da primeira Diretoria. Esta ocorrida no último dia 12, quando a representante do Geopark Araripe, Giane Taeko, filiou-se à Associação a convite dos Sócios Fundadores.

 

Para discutir assuntos relacionados à intenção da AGeoBRh e de outros relativos ao próximo Simpósio da GeoBRheritage, que será em Ponta Grossa/PR em 2017, a diretoria foi composta da seguinte forma:

Coordenação Executiva: Gilson Burigo Guimarães - PR (Coordenador Geral), = Marcos Antonio Leite Nascimento ‐ RN (Vice‐coordenador), Marjorie Cseko Nolasco ‐ BA (Coordenador Secretário), Kátia Leite Mansur ‐ RJ (Coordenador Tesoureiro), André Weissheiner Borba ‐ RS (Suplente), Annabel Pérez Aguilar – SP (Suplente), Ricardo Galeno Fraga de Araújo Pereira ‐ BA (Conselho Fiscal Efetivo), Úrsula Ruchkys de Azevedo ‐ MG (Conselho Fiscal Efetivo), Giane Taeko Mori Rodella ‐ CE (Conselho Fiscal Efetivo) e Carlos Augusto Brasil Peixoto ‐ RS (Conselho Fiscal/Suplente).

 

A inscrição na Associação pode ser feita independente da formação acadêmica, pois o objetivo é reunir pessoas com interesses comuns de proteção ao patrimônio geológico e mineiro, conforme exposto.

 

Projeto "Jovens Paleontólogos" é retomado

no município de Nova Olinda /CE

De 2012 a meados de 2014, foi desenvolvido no Geopark Araripe o projeto "Jovens Paleontólogos", cujo público alvo foi composto de 12 alunos do Ensino Médio das escolas do Município de Santana do Cariri (aonde se localizam o Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri e os Geossítios: Parque dos Pterossauros e Pontal de Santa Cruz).

 

Os objetivos do "Jovens Paleontólogos", idealizado pelo Diretor Executivo do Geopark Araripe, Francisco Idalécio Freitas, foram: identificar e trabalhar a importância dos fósseis da Bacia Sedimentar do Araripe e sua doação para o Museu de Paleontologia da URCA, com destaque para o fortalecimento da identidade do território do Geopark Araripe, como ações de geoconservação.

 

Os jovens multiplicadores da consciência de geoconservação e da importância da entrega dos fósseis para exposição do Museu foram, portanto, habilitados nessa temática durante o projeto. Foi, então, criado o "Termo de doação" para reconhecer e valorizar os trabalhadores da Pedra Cariri que executassem a atividade de entrega do material paleontológico e os Jovens Paleontólogos contribuíram na concretização desse trabalho, já como parceiros do Geopark Araripe.

Desde então, mais de 2700 fósseis foram entregues ao museu e até hoje os trabalhadores da Pedra Cariri (Geossítio localizado no município Nova Olinda/CE, vizinho a Santana do Cariri)  doam fósseis que reconhecem como novos para o Museu.

 

Reconhecendo nessa iniciativa, uma ação que foi positiva, recentemente foi criado outro projeto com desdobramento semelhante. Intitulado popularmente "Barracão do Saber", esse projeto tem objetivos semelhantes ao primeiro, com a diferença que dessa vez, terá como público-alvo, os trabalhadores da Pedra Cariri. Como muitos deles não são alfabetizados, o "Barracão do Saber" que tem o apoio do Proprietário da Mineradora e da Secretaria de Educação do Município de Nova Olinda, objetiva trabalhar a alfabetização/letramento e ensino técnico sobre geologia, biodiversidade e paleontologia da Bacia Sedimentar do Araripe a esses trabalhadores. Construindo com eles a dignidade do saber ler e a especialidade de serem guias técnicos para os inúmeros visitantes do local. Desse modo, segundo Francisco Idalécio, "esse projeto é uma reestruturação mais específica do 'Jovens Paleontólogos'".

 

ENTREVISTA

 

EX "JOVEM PALEONTÓLOGA" DO GEOPARK ARARIPE

Durante o III Simpósio de Patrimônio Geológico/III GeoBRheritage, a Comunicação do Geopark Araripe teve a grata surpresa de encontrar uma ex integrante do Projeto "Jovens Paleontólogos", desenvolvido de 2012 a meados de 2014, no município de Santana do Cariri. Na ocasião, aproveitamos para entrevistá-la e saber sobre suas recentes conquistas no que se refere aos estudos, junto com sua recente parceira de trabalho, Amanda Moreira Sá, bem como resgatar sua memória sobre a época que participou do Projeto.

 

COMUNICAÇÃO DO GEOPARK ARARIPE (CGA): Nome Completo?

LETÍCIA: Letícia Lacerda Freire

 

(CGA): Em qual período você participou do Projeto "Jovens Paleontólogos"?

LETÍCIA: de 2012 a 2013. Um ano.

 

(CGA): Atualmente, o que você estuda?

LETÍCIA: Faço Engenharia Ambiental no Instituto Federal do Ceará, no Campus de Juazeiro do Norte.

 

(CGA): Qual o título do seu painel apresentado aqui neste evento?

LETÍCIA: Plano de Ações para o Diagnóstico Ambiental em Minas de Extração de Calcário Laminado, na Bacia Sedimentar do Araripe.

 

(CGA): "Traduzindo" esse título para leigos...?

LETÍCIA: [risos]  Esse trabalho é uma das etapas de um projeto maior, cujo objetivo final é elaborar um Sistema de Gestão Ambiental. E o nome do Projeto é Angaturama. Esse nome foi dado ao projeto porque um dos fósseis encontrados na Bacia do Araripe foi a Angaturama Limai. E esse nome "Angaturama" significa espírito protetor. E um dos nossos objetivos é proteger o patrimônio, proteger aquela região [do Araripe] que está sendo explorada. Aí, para elaborar um Sistema de Gestão Ambiental existe uma norma que é a ISSO 1401, que "diz" as diretrizes e os passos que se deve seguir. E um dos passos é o "Plano de Ações", o planejamento no qual se deve identifica os aspectos ambientais. Então, primeiro a gente fez algumas visitas, levantamento bibliográfico, consultas aos órgãos responsáveis pela extração, para levantar dados sobre os aspectos ambientais primordiais. E aí a gente escolheu os impactos relacionados à saúde dos trabalhadores, os parâmetros, os impactos relacionados ao setor econômico, inclusive tem a sugestão de se criar uma Certificação para as Mineradoras (para o empreendedor poder participar) e os impactos ambientais diretos das áreas já degradadas e a quantidade de água e energia que é gasta durante o processo de extração mineral (...). Portanto, esse trabalho que a gente trouxe para cá, apresenta toda a metodologia, todos os parâmetros que nós escolhemos para atuar no Sistema de Gestão.

 

(CGA): A ideia da Certificação para as Mineradoras já existe, não?

LETÍCIA: Sim, existe a ideia, mas ainda não foi posta em prática ainda porque faltam parâmetros a serem definidos. E nosso trabalho poderá contribuir para isso.

 

(CGA): Você pessoalmente acredita que a Certificação é uma forma de construir a ideia de proteção ambiental partindo dos próprios trabalhadores da Pedra Cariri? Por que?

LETÍCIA: Sim. Porque o licenciamento do trabalhador é uma das exigências da Certificação e com essa é possível atrair empreendedores que compactuam com o "Marketing Verde".

 

(CGA): E sobre o Projeto "Jovens Paleontólogos", qual a contribuição você obteve de experiência pessoal?

LETÍCIA: Quando eu participei do projeto, eu estava no Ensino Médio e já gostava da área ambiental e também morava na região que tinha a extração do Calcário Laminado. Mas, não tinha a visão da dimensão do processo, dos impactos ambientais que ocorriam, decorrentes da dimensão da atividade de extração. Daí foi um despertar muito importante tanto que agora no quinto semestre de Engenharia eu voltei para lá para verificar esses aspectos, porque também foi um dos primeiros trabalhos que eu fiz [Jovens Paleontólogos] e que me motivou para o mundo acadêmico (...) Levar a Educação Ambiental com proposta de valorizar o trabalhador da Pedra Cariri, para mim foi muito interessante.

 

(CGA): E, como "surgiu" a Amanda?

LETÍCIA: [risos] A Amanda, eu a conheci no Curso de Engenharia Ambiental e eu falei para ela sobre o Projeto "Jovens Paleontólogos", fui apresentando a situação da região para ela, dos trabalhos que desenvolvi lá e ela demonstrou interesse e se engajou nesse projeto [do curso de Engenharia Ambiental] e hoje ela está com a gente na parte do Plano de ações e no Sistema de Gestão.

 

(CGA): Amanda, para acrescentar maior valor ao que a Letícia nos contou sobre sua participação no Projeto do Geopark, conta para a gente: de onde você veio? Porque é importante para nós do Geopark Araripe divulgar isso, uma pessoa que foi alcançada por um "jovem paleontólogo", que foi multiplicador, né?

AMANDA: Eu moro no Crato e lá não tem essa atividade de Mineradoras e eu não tinha contato com essa visão, com essa perspectiva dessas ações. Daí, quando eu entrei no curso e que eu conheci Letícia, a gente fez alguns cursos em comum, por exemplo um que era da Universidade Aberta do Nordeste, sobre sustentabilidade, foi quando a gente viu que havia assuntos comuns. E eu também já havia participado de trabalhos no ICMBio, com projetos, isso ainda durante o Ensino Fundamental e Médio. Então, a gente foi conversando e as ideias foram surgindo para o trabalho em dupla. E a gente tem vários outros projetos juntas como este apresentado aqui. Tem um sobre compostagem, a gente tem bolsa para trabalhar na área de Saneamento: Tratamento de Esgoto. É... para monitorar as lagoas de estabilização de Juazeiro do Norte... Entendeu? Então, a gente tem outros projetos juntas, em outras áreas! (...)

(CGA): E a bolsa de estudos que você mencionou é para...?

 

AMANDA: A Le tem bolsa do Instituto Federal para estudar sobre a Degradação da Matéria Orgânica e eu tenho bolsa de estudo para fazer a Remoção de Microorganismos Patogênicos nas lagoas de estabilização.  Nós duas temos bolsa do PROBEC, no Instituto Federal do Ceará.

Estagiários realizam visita técnica aos

geossítios do território do Geopark Araripe

Nos dias 10 e 11 de outubro o Geopark Araripe, com o apoio do SEST SENAT sob a divulgação das mídias comunicativas: TV Verdes Mares Cariri e Portal de Notícias G1, foi realizada uma visita técnica dos novos estagiários do Geopark aos geossítios. O objetivo foi promover a capacitação desses estagiários  in loco.

 

As atividades iniciadas no dia 10 foram marcadas pela visita os geossítios do roteiro Oeste que compreendem a Cachoeira de Missão Velha, no município de Missão Velha e o geossítio Floresta Petrificada, município de Milagres/CE; o geossítio Colina do Horto, no Juazeiro do Norte e ao Riacho do Meio, local que é o habitat do Soldadinho do Araripe, ave endêmica e símbolo desse geossítio. Nessa visita os estagiários puderam ver na prática o real sentido dos geossítios para a região em que estão inseridos e a importância destes para o desenvolvimento territorial (turístico, cultural e educacional).

 

No segundo dia, o roteiro de visita teve um caráter mais de cunho científico. Contando com o apoio do Professor Dr. Francisco Álamo Feitosa  (Paleontologia), os estagiários do Geopark Araripe puderam esclarecer inúmeras duvidas a respeito dos geossítios do roteiro leste que compreendem os municípios de Nova Olinda, onde estão situados os geossítios Ponte de Pedra e  Pedra Cariri, e o município de Santana do Cariri onde está o Museu de Paleontologia da URCA, bem como o Geossítio Parque dos Pterossauros e Pontal de Santa Cruz.

No Parque dos Pterossauros, os estagiários tiveram o primeiro contato com a escavação e aprenderam sobre a estratigrafia do local, a formação geológica, bem como os tipos de fósseis que podem ser encontrados ali.

 

Nesse dia, ainda houve a visita ao sítio Fundão, onde está situado o geossítio Batateiras, no muncípio do Crato, local que é marcado por uma biodiversidade riquíssima de fauna e flora.

Equipe do Geopark Araripe

 

Coordenador Executivo

Francisco Idalécio de Freitas

 

Secretário Executivo

Nivaldo Soares de Almeida

 

Diretor Administrativo

Eugênio Pacelli Coelho de Sá

 

Administração

José Adriano Cruz Saraiva

 

Geoconservação

Edvania Ferreira Dantas

 

Setor de Educação Ambiental

Maria Neuma Clemente Galvão

Lázaro Ranieri de Macêdo

 

Setor de Desenvolvimento Territorial

José Wilson de Lacerda

 

Setor de Cultura

Jeania de Brito Gonçalves

 

Setor de Comunicação

Giane Taeko Mori Rodella

Equipe de Elaboração do Geonews - 11ª Edição
 

Textos

Bruna Almeida de Oliveira (estagiária do Setor de Comunicação)

Carlos Almeida (estagiário do Setor de Comunicação)

Giane Taeko Mori Rodella

 

Revisão

Giane Taeko Mori Rodella

 

Fotos

Bruna Almeida (estagiária do Setor de Comunicação)

Yara  Mabele (estagiária do Setor de Comunicação)

Carlos Almeida  (estagiária do Setor de Comunicação)

Simone Oliveira

Giane Taeko Mori Rodella

Acervo do Geopark Araripe

 

Design

Carlos Robério

 

Colaboradores

Assessoria de Relações Internacionais da URCA - ARI

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